
GRO · NR-1
Você provavelmente já ouviu as siglas GRO e PGR e ficou sem saber o que são. Elas estão no coração da NR-1 — e entender esses dois nomes é entender o que a sua empresa precisa fazer na prática. Vamos descomplicar.

GRO significa Gerenciamento de Riscos Ocupacionais. É o processo contínuo de três passos que toda empresa deve manter: identificar os perigos do trabalho, avaliar o tamanho do risco de cada um e controlar (reduzir ou eliminar) esses riscos — acompanhando tudo ao longo do tempo.
Repare na palavra “contínuo”: o GRO não é um documento que se faz uma vez e guarda na gaveta. É um ciclo que se repete (o tal do PDCA — Planejar, Fazer, Verificar, Agir), sempre melhorando.
O GRO é o processo; o PGR (Programa de Gerenciamento de Riscos) é o documento onde esse processo fica registrado. Em outras palavras: o PGR é o “plano por escrito” da sua empresa sobre quais são os seus riscos e o que ela faz a respeito. Fazer o GRO e não documentar no PGR é como fazer o dever e não entregar — na fiscalização e na Justiça, o que não está documentado é como se não tivesse sido feito.
Um ponto importante: o GRO é uma ferramenta de prevenção. Ele não serve para caracterizar insalubridade ou periculosidade (aquele adicional no salário) — isso tem regras próprias (NR-15 e NR-16). O objetivo do GRO é antecipar problemas e agir antes que alguém adoeça ou se acidente.
Com a atualização da NR-1, o GRO passou a ter de incluir também os fatores de riscos psicossociais — sobrecarga, assédio, metas abusivas, falta de apoio. Ou seja: identificar, avaliar e controlar o que adoece a mente das pessoas é, agora, parte obrigatória do GRO.
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