
Conceitos · Perigo e Risco
“Perigo” e “risco” parecem sinônimos, mas não são — e entender a diferença muda o jeito de a empresa agir. O Manual da NR-1 explica isso de forma simples, e a lógica vale tanto para uma máquina quanto para uma meta abusiva.

Perigo é qualquer coisa que tem potencial de causar dano — e ele existe mesmo que ninguém esteja por perto. O Manual usa a imagem de uma onça: ela é perigosa pelo simples fato de existir, haja ou não alguém diante dela. No trabalho, perigos são o ruído, a máquina, o produto químico — e também a meta inatingível ou a sobrecarga.
Risco é a probabilidade de alguém ser prejudicado por um perigo, somada à gravidade do dano. Ou seja: risco depende da interação entre a pessoa e o perigo — e de três coisas: o nível de exposição, a frequência e as condições em que isso ocorre (veja a figura ao lado).
A consequência prática é importante: sem exposição, não há risco. A onça na floresta é perigo; a onça na tela da TV, não é risco para quem assiste do sofá.
Agora traga isso para o psicossocial. Uma meta muito agressiva é um perigo. Quando um funcionário fica exposto a ela todo dia, sob pressão e sem apoio, a chance de adoecer sobe — o perigo virou risco alto. Por isso não basta dizer “é só uma meta”: o que importa é a exposição continuada das pessoas a ela.
E há uma hierarquia de solução: sempre que possível, é melhor evitar, eliminar ou substituir o perigo (por exemplo, rever uma meta abusiva) do que apenas “controlar” os efeitos depois. Prevenir na origem é mais barato e mais seguro.
O Diagnóstico de Compliance Trabalhista identifica os perigos do seu negócio — inclusive sobrecarga, metas e assédio — e avalia o tamanho do risco, mostrando por onde agir antes do adoecimento.
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