
Passivo Trabalhista
O passivo trabalhista raramente avisa que está chegando. Ele se forma aos poucos, em decisões que pareciam inofensivas, e só aparece — todo de uma vez — quando um ex-funcionário entra com a ação. Conhecer os erros mais comuns é o primeiro passo para não ser pego de surpresa.
Porque cada erro, isolado, parece pequeno. “Só esse mês a jornada estourou”, “é só um contrato de PJ”, “paguei uma parte por fora para ajudar o funcionário”. Multiplique isso por meses e por vários empregados: está formado o passivo. E ele rende — juros, correção e multas — enquanto ninguém olha.

1. Enquadramento e contratos errados. Contratar como PJ quem trabalha como empregado (pejotização) é um dos maiores geradores de vínculo reconhecido na Justiça.
2. Jornada e ponto irregulares. Horas extras não pagas, banco de horas fora das regras, ausência de controle válido.
3. Verbas “por fora”. Pagamentos sem registro viram prova contra a empresa e ainda geram reflexos em férias, 13º e FGTS.
4. SST em atraso. Exames, laudos e normas de segurança não cumpridos.
5. Desligamentos mal conduzidos. Rescisões feitas de qualquer jeito abrem espaço para ações.
6. Terceirização irregular. Terceirizar a atividade-fim sem os cuidados devidos.
7. Riscos psicossociais ignorados. O ponto novo da NR-1 — assédio, sobrecarga, metas abusivas.
Não dá para corrigir o que não se enxerga. Por isso o primeiro movimento é mapear: onde a empresa está adequada e onde está exposta, com uma estimativa do tamanho do risco.
O Diagnóstico mostra, dimensão por dimensão, onde a empresa está exposta e o tamanho do risco.
Fazer o diagnóstico