Dr. Rafael Fernandes da Silva

Desligamentos

Demissão sem passivo: como conduzir um desligamento seguro

Contratar todo gestor aprende. Demitir, nem sempre — e é no desligamento mal feito que muitas empresas plantam o processo que vão colher meses depois. A boa notícia: uma demissão segura é, acima de tudo, uma demissão bem documentada e dentro dos prazos.

Onde mora o risco

O risco não está em demitir — é um direito da empresa. Está em como se demite: verbas calculadas errado, prazos estourados, documentos faltando, motivo de justa causa sem prova, ou um desligamento que, no contexto, soa discriminatório ou retaliatório.

Desligamentos

O passo a passo de um desligamento seguro

1. Definir corretamente a modalidade. Sem justa causa, com justa causa, pedido de demissão, acordo (art. 484-A) — cada uma tem verbas e efeitos diferentes.

2. Calcular as verbas certas. Saldo de salário, aviso prévio, 13º e férias proporcionais, FGTS e multa quando devidos.

3. Respeitar os prazos. O pagamento das verbas rescisórias tem prazo legal; atraso gera multa.

4. Cuidar da justa causa com provas. Justa causa sem documentação consistente costuma cair na Justiça — e vira dispensa imotivada, mais danos.

5. Observar estabilidades. Gestante, acidentado, cipeiro e outros casos têm proteção — demitir sem atenção a isso gera reintegração ou indenização.

6. Documentar tudo. Termo de rescisão, exame demissional, entrega de documentos e guias.

Demissão segura não é sobre “pegar leve”. É sobre fazer certo, no prazo e com papel na mão.

O desligamento como termômetro do compliance

Empresas que desligam bem, em geral, têm o resto em ordem. Por isso o histórico de desligamentos é uma das dimensões analisadas no diagnóstico.

Desligue com segurança

O Diagnóstico avalia como sua empresa conduz os desligamentos e aponta os riscos.

Fazer o diagnóstico
Post Views: 13